marca pessoal x medo

O medo de se posicionar: o maior obstáculo para construir uma marca pessoal 

Quando falamos sobre marca pessoal, é comum que as pessoas pensem em posicionamento, redes sociais, identidade visual, estratégia de conteúdo ou autoridade.

Tudo isso faz parte.

Mas existe um tema muito mais silencioso e, talvez, muito mais determinante, que atravessa praticamente todos os processos de construção de uma marca.

O medo.

Sim, construir uma marca pessoal é um caminho de descobertas. É um processo de alinhamentos, encontros, desencontros, revisões e amadurecimento. E, nesse caminho, o medo aparece.

Ele apareceu para muitos dos meus clientes. E também apareceu para mim.Por isso acredito que esse assunto precisa ser discutido. Porque, muitas vezes, o maior obstáculo para o crescimento não é só a falta de estratégia.

É o medo de ocupar o próprio lugar.

O que é o medo?

O medo é uma emoção natural.

Ele existe para nos proteger de ameaças reais.

O problema começa quando o cérebro passa a interpretar situações que não oferecem risco físico como se fossem perigos.

  • Publicar um vídeo.
  • Dar uma palestra.
  • Aumentar o preço.
  • Assumir um posicionamento.
  • Dizer “não” para determinados clientes.

Tudo isso pode despertar exatamente a mesma resposta fisiológica que o nosso organismo utilizaria diante de uma ameaça.

Coração acelerado.

Ansiedade.

Vontade de desistir.

Procrastinação.

Não porque você seja incapaz.

Mas porque seu cérebro está tentando evitar uma possível dor.

O medo veste várias roupas

Poucas pessoas dizem:

“Estou com medo.”

Na maioria das vezes, ele aparece disfarçado.

“Vou esperar mais um pouco.”

“Preciso estudar mais.”

“Ainda não estou pronta.”

“Depois eu começo.”

“Quando meu Instagram estiver melhor…”

“Quando eu tiver mais seguidores…”

“Quando eu fizer outro curso…”

E assim, o tempo passa.

Não porque falta competência.

Mas porque sobra insegurança.

A síndrome do impostor entra em cena

Existe um fenômeno bastante conhecido chamado Síndrome do Impostor.

É quando pessoas extremamente competentes acreditam que não são boas o suficiente e vivem com a sensação de que, em algum momento, serão “descobertas”.

Curiosamente, ela costuma aparecer justamente em pessoas que buscam fazer um bom trabalho.

Elas estudam.

Se dedicam.

Entregam resultados.

Mas continuam acreditando que ainda falta alguma coisa.

Enquanto isso, pessoas muito menos preparadas seguem ocupando espaços simplesmente porque decidiram agir.

Isso não significa que devemos agir sem preparo.

Mas também não podemos esperar sentir confiança absoluta para começar.

A confiança quase nunca vem antes.

Ela nasce durante o caminho. Sobre esse tema eu indico muito o livro: Inteligência Positiva, Shirzad Chamine.

O que fazer para que o medo não paralise?

Uma das maiores descobertas que tive trabalhando com marcas pessoais foi entender que coragem não é ausência de medo.

Coragem é decidir caminhar mesmo quando o medo continua presente.

Na prática, algumas atitudes ajudam muito:

  • Pare de esperar o momento perfeito. Ele provavelmente não chegará.
  • Troque a ideia de perfeição pela ideia de evolução.
  • Tenha clareza sobre quem você é e sobre o valor que entrega.
  • Faça pequenos movimentos consistentes em vez de esperar grandes saltos.
  • Lembre-se constantemente do motivo pelo qual você começou.
  • Celebre as pequenas conquistas
  • Você não é o que os outros dizem de você
  • Você não é o que os sabotadores dizem que você é

O medo diminui quando a ação aumenta.

Não porque ele desaparece.

Mas porque você começa a construir evidências de que é capaz. Um vídeo na Netflix aborda muito sobre esse assunto é a “A Arte da Imperfeição” de Brené Brown.

Um caso real que me marcou

Recentemente, durante uma consultoria, uma cliente me disse que queria desistir do processo.

Não porque ela não acreditasse no trabalho.

Mas porque tinha medo.

Medo de não dar conta.

Medo de aparecer.

Medo de se expor.

Medo de não conseguir sustentar a imagem da profissional que estava construindo.

O curioso é que, naquele momento, ela já havia conquistado algo muito importante.

Ela tinha clareza.

Sabia quem era.

Entendia seu posicionamento.

Conhecia seus diferenciais.

O problema já não era estratégico.

Era emocional.

Conversamos bastante.

Ela percebeu que o medo não significava incapacidade.

Significava apenas que estava entrando em um lugar novo.

E todo lugar novo assusta. Então, ela decidiu continuar.

Hoje já consegue produzir conteúdo, comunicar seu posicionamento com muito mais segurança e dar passos que, poucas semanas antes, pareciam impossíveis.

Não porque o medo desapareceu.

Mas porque ele deixou de conduzir suas decisões.

O posicionamento começa muito antes da postagem

Muitas pessoas acreditam que posicionamento é só aquilo que o público vê. Mas, o posicionamento começa muito antes da publicação. Ele começa na decisão de assumir quem você é.

De reconhecer seu valor.

De aceitar que você não precisa estar pronta para começar.

Precisa apenas estar disposta a caminhar.

Porque nenhuma marca forte nasce pronta.

Ela é construída.

Um passo de cada vez.

Mesmo quando existe medo.

E talvez seja justamente isso que torne esse processo tão humano.

Sobre a autora

Sou Raquel Oliveira, estrategista de posicionamento e comunicação estratégica.

Ao longo da minha carreira, descobri que poucas pessoas deixam de crescer por falta de capacidade. Na maioria das vezes, elas apenas precisam de clareza para reconhecer o próprio valor e coragem para ocupar o espaço que já poderiam estar ocupando.

Foi por isso que escolhi trabalhar com estratégia antes da execução.

Acredito que marcas fortes não nascem de fórmulas prontas, mas de pessoas que decidem comunicar, com coerência, quem realmente são.

Se este artigo fez sentido para você, espero que ele tenha provocado mais do que uma reflexão. Espero que tenha inspirado uma ação.

Raquel Oliveira
Estrategista de Posicionamento e Comunicação Estratégica
🌐 www.raqueloliveiraestrategista.com.br
📱 Instagram: @raqueloliveiraestrategista
💼 LinkedIn: Raquel Oliveira – Estrategista

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